Grupo Monza - 39 anos pensando em você

Atendimento: 67.3029-7171 - Av.Coronel Antonino, 513

Notícias

Pneus: saiba a hora certa de trocar

Postado dia 25/07/2013

Com certeza você não imagina Lionel Messi jogando uma final de Copa do Mundo com um par de chuteiras com a sola descolando, ou então, o jamaicano Usain Bolt pulverizando os recordes sem uma sapatilha adequada para o seu esporte. Pois bem, a comparação também é valida quando o assunto vem para o campo automotivo: os pneus de um carro são tão importantes para o seu bom desempenho quanto os calçados de um atleta. Portanto, é preciso sempre manter seus pneus em bom estado e saber quando é a hora certa para trocá-los.

Porém, como tudo na vida, não se deve confiar apenas na opinião do especialista da loja, então é importante ter a situação sob controle, entender o que está sendo oferecido e qual o possível problema de seu veículo. O primeiro passo é saber que pneus têm “prazo de validade”. Segundo Carlo Magno, diretor comercial da Itaro, especializada em vendas de pneus, a indicação dos fabricantes é de que a validade do componente é de cinco anos. “A partir disso, pode acontecer um ressecamento ou decomposição da borracha que resultaria em uma complicação maior”, afirma Magno.

Mas então, como saber se o seu pneu está na validade? “No flanco (lateral) do pneu, existe uma marcação junto à sigla DOT. Os quatro últimos números representam a semana e o ano em que o pneu foi fabricado”, explica. Então, se o seu pneu indica os números 2312, quer dizer que o composto foi fabricado na vigésima terceira semana de 2012 e a partir daí, contam-se os cinco anos.

Caso seu problema seja um pneu furado, saiba que a famosa e barata “gambiarra” conhecida como “Macarrão” só deve ser feita caso seja para que o seu veículo tenha condições de chegar a uma oficina especializada. “A orientação correta é que o reparo seja feito em uma oficina especializada, pois lá um especialista vai pegar um manchão e vulcanizá-lo na área danificada”, explica Carlos Magno. Essa prática, ao contrário do “Macarrão”, impossibilita que a água da chuva entre pela carcaça e traga riscos.

Outra prática que é comum é a utilização da recauchutagem, ou seja, uma espécie de “reforma” no pneu utilizado para evitar uma troca. Entretanto, é importante lembrar que a recauchutagem é permitida apenas para veículos pesados e mesmo assim com algumas limitações, como a recauchutagem permitida apenas duas vezes e somente no eixo traseiro. A realização da prática em locais não credenciados pode resultar na explosão do pneu ou na decomposição da borracha que podem resultar em acidentes fatais.

Além de tudo isso, é importante que o condutor saiba que o ideal seria a troca dos quatro pneus ao mesmo tempo e não apenas dois. “É muito comum ver em anúncios de venda de carros usados, os dizeres” estepe nunca utilizado. Isso reflete a cultura do brasileiro em relação aos pneus, pois na verdade o estepe deve ser utilizado quando for feita a troca dos quatro pneus”, afirma Magno. Assim você sempre renova o seu estepe e evita que ele estoure o prazo de validade. Porém, caso o motorista mesmo assim opte pela troca de apenas dois pneus, é essencial que os pneus do mesmo eixo sejam da mesma marca e especialidades para evitar assimetrias.

Quer saber como conservar os “calçados” do seu carro? “O motorista deve sempre fazer a calibragem do pneu, além do alinhamento e balanceamento do veículo a cada 10 mil quilômetros e um rodízio dos pneus também no mesmo período”, completa Magno. Lembrando que esse rodízio deve ser feito sempre levando as rodas da frente para o eixo de trás se a tração for dianteira ou o contrário se a tração for traseira, para manter um desgaste simétrico.

Como não existe uma quilometragem ideal para fazer a troca dos pneus, é sempre bom fazer uma manutenção preventiva, acompanhando a vida útil do pneu, já que ele é um indicador de possíveis problemas na mecânica do carro. O modo mais prático, de acordo com a Itaro, é deitar um palito de fósforo sobre um dos sulcos do pneu. Se a cabeça do palito não estiver completamente coberta pelo sulco, é hora de realizar a troca. Vale lembrar que alguns pneus são desenvolvidos com um indicador de vida útil, chamado de TWI, que possui a mesma função do palito.

Aprenda a ler a numeração do seu pneu

Os pneus possuem uma numeração junto de uma letra. Esse código tem uma função: identificar o pneu. Por exemplo, o P175/65R14 82H,

Primeira letra - Tipo de pneu, podendo indicar P para veículos de passeio ou LT para utilitários.

175 – Largura, em milímetros, da banda de rodagem, que corresponde à parte do pneu que toca o solo.

65 - Relação percentual entre altura e largura do pneu. Quanto menor este número, menor o perfil do pneu.  Pneus com perfil mais alto tendem a ser mais confortáveis, absorvendo melhor o impacto provocado pelas irregularidades da pista.

R – Indicação de diâmetro. O número que precede a letra R indica, em polegadas, o diâmetro do aro. Isso significa que um pneu de aro 14, por exemplo, só pode ser instalado em uma roda de mesmo tamanho.

82 – Índice de carga do pneu, que indica o máximo de carga que cada pneu consegue suportar. Em geral, esse índice vai de 65 (290 kg) a 100 (800 kg).

Última letra - Classificação de velocidade do pneu, indo, geralmente, de 160 km/h a 300 km/h. As classificações mais comuns são T (190 km/h) e H (210 km/h).

Fonte: Car and Driver Brasil

Outras notícias